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MEC discute criação de Escola Nacional de Hip Hop

  • Mauro Scarpinatti
  • há 6 dias
  • 2 min de leitura

Em encontro com representantes do movimento hip hop na segunda (26), pasta avançou no desenho de política que busca promover sucesso escolar de estudantes negros e periféricos



Reunião técnica sobre o projeto foi realizada na segunda-feira (26). Foto: João Stangherlin/MEC



Por Portal Gov.br | 28/01/2026



Ministério da Educação (MEC) realizou primeira reunião técnica na segunda-feira, 26 de janeiro, com representantes do movimento hip hop de todos os estados e do Distrito Federal para apresentar a proposta e debater a criação da Escola Nacional de Hip Hop — política educacional que buscará promover o sucesso escolar de estudantes da educação básica, sobretudo negros e periféricos, a partir do diálogo com a cultura hip hop. A iniciativa fará parte da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq)


A política, que ainda está sendo desenhada pelo MEC, estará estruturada em quatro eixos: coordenação federativa; formação; materiais de apoio; e difusão, reconhecimento e valorização de saberes. Com isso, a Escola Nacional de Hip Hop se propõe fortalecer a identidade e representatividade de alunos negros no ambiente escolar. 


Para o secretário-executivo do MEC, Leonardo Barchini, a ação acompanha o aumento do orçamento destinado à inclusão e à equidade durante esta gestão: “Temos muito orgulho de dizer que, hoje, podemos colocar o hip hop no orçamento da educação”.

  

“Chegou a hora de termos outros heróis, outras musas que inspirem esses adolescentes. A musa que nunca vimos nos livros de poema estará dentro da escola, fazendo hip hop, batalha de rima. Essa identidade negra passará a ser posta dentro das escolas”, afirmou a secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão, Zara Figueiredo. 

“A pedagogia do hip hop também pode contribuir para preencher o tempo na escola, sobretudo na hora dos intervalos, em que o uso do celular é proibido”, completou Zara, referindo-se a uma abordagem educativa que usa a cultura hip hop e as vivências periféricas como ferramentas pedagógicas, valorizando saberes populares e identidades; e promovendo a crítica social e a participação juvenil. 


Pneerq 


– A Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), criada pela Portaria nº 470/2024, objetiva implementar ações e programas educacionais voltados à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo nos ambientes de ensino, bem como à promoção da política educacional para a população quilombola. O público-alvo é formado por gestores, professores, funcionários e alunos, abrangendo toda a comunidade escolar.   São compromissos da Política: estruturar um sistema de metas e monitoramento; assegurar a implementação do art. 26-A da Lei nº 9.394, de 1996; formar profissionais da educação para gestão e docência no âmbito da educação para relações étnico-raciais (Erer) e da educação escolar quilombola (EEQ); induzir a construção de capacidades institucionais para a condução das políticas de Erer e EEQ nos entes federados; reconhecer avanços institucionais de práticas educacionais antirracistas; contribuir para a superação das desigualdades étnico-raciais na educação brasileira; consolidar a modalidade educação escolar quilombola, com implementação das Diretrizes Nacionais; e implementar protocolos de prevenção e resposta ao racismo nas escolas (públicas e privadas) e nas instituições de educação superior. 


Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

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