ECA Ambiental amplia proteção de crianças e adolescentes na crise climática
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Aprovado no Senado, Projeto de Lei modifica três legislações para assegurar o acesso a áreas naturais saudáveis, o brincar livre e a educação baseada na natureza

Por O ECO | 09/09/2026
Aprovado na semana passada no Senado, o Projeto de Lei 2.225/2024, conhecido como ECA Ambiental, estabelece princípios e diretrizes para garantir o direito de crianças e adolescentes à natureza e a um ambiente saudável. De autoria da deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ), a proposta foi aprovada na forma do parecer favorável do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e segue agora para sanção presidencial.
O projeto determina que crianças e adolescentes tenham prioridade no recebimento de amparo em situações de riscos socioambientais e climáticos. O texto também assegura o acesso a áreas naturais saudáveis, o brincar livre e a educação baseada na natureza. Entre os grupos prioritários para a efetivação dessas garantias estão crianças na primeira infância e aquelas com deficiência. A proposta estabelece ainda que União, estados, Distrito Federal e municípios devem buscar a implementação plena desses direitos.
Para incorporar essas diretrizes à legislação brasileira, o projeto altera três normas. A Política Nacional do Meio Ambiente passa a incluir o direito da infância a um meio ambiente equilibrado entre seus princípios. Já o Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece como dever da família, da sociedade e do Estado garantir o contato com o meio natural. Na Política Nacional sobre Mudança do Clima, o texto determina que o poder público atue prioritariamente para reduzir os impactos das mudanças climáticas sobre crianças e adolescentes.
A aprovação também amplia a participação da infância nas políticas de prevenção, adaptação e resposta a eventos climáticos extremos. O projeto prevê medidas para garantir a continuidade de serviços essenciais, como educação, saúde e assistência social, durante situações de desastre, além de reforçar o atendimento a crianças e adolescentes afetados. Segundo o texto, a proposta não cria novas despesas obrigatórias para a União.
Na avaliação do senador Alessandro Vieira, relator da proposta na Comissão de Meio Ambiente, um dos principais avanços é colocar crianças e adolescentes no centro das discussões ambientais, considerando a maior vulnerabilidade desse público à degradação ambiental e aos eventos extremos. Entre as medidas citadas estão a criação de pátios naturalizados, arborização e sombreamento de espaços, aumento da permeabilidade do solo, manejo integrado das águas e uso de espécies nativas, iniciativas que podem contribuir para a resiliência das cidades.

Alessandro Vieira, relator do projeto, no Plenário. Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

























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